sábado, 21 de março de 2015

Ataques de Pânico e de Ansiedade são o mesmo?





Um ataque de pânico é um episódio intenso de medo e receio. São usualmente acompanhados de uma necessidade de fugir, escapar, ir para um lugar seguro. Os ataques de pânico também podem ser acompanhados, mas não necessariamente, por stress e um ou todos os fortes sintomas físicos, tais como tremores, dificuldade em respirar, palpitações, desconforto ou dores no peito, náuseas, tonturas, hiperventilação, etc.
A desordem de ataque de pânico (também referida como desordem de ataque de ansiedade) afecta cerca de 3% da população adulta mundial (de idades entre os 18 e os 54). Embora todas as pessoas experienciem uma breve ansiedade de vez em quando, a desordem de ataque de pânico é persistente, regular e afecta a vida normal do individuo.
A desordem de ataque de pânico afecta o individuo física, psicológica, emocional e espiritualmente. Começa usualmente por se manifestar num pequeno ataque inexplicável, que se transformará em medo persistente. Felizmente, a desordem de ataque de pânico não tem de durar uma vida inteira. Pode ser tratada, e é fácil faze-lo, com a informação, ajuda e apoio necessários. O pior que pode fazer é não fazer nada!
A desordem de ataque de pânico nunca passa por si só, e quanto mais tempo demorar a ser tratada, mais grave se torna. Se sofre de desordem de ataque de pânico, saiba que pode controlar de novo a sua saúde… natural e permanentemente. Poderá ter uma vida normal de novo… e sem medicamentos! Não sofra desnecessariamente.
Existem várias categorias associadas a desordens de ansiedade, cada uma com as suas causas e características especificas. Enquanto alguns sintomas associados a uma determinada categoria são únicos, a maioria dos sintomas são comuns a todos os tipos.
A desordem de pânico é descrita como um súbito ataque de terror, medo intenso, ou sentimentos de um perigo iminente. Isto pode ser imediatamente seguido de sintomas como palpitações, náuseas, afrontamentos, dores no peito, dormência das mãos e pés, tonturas, pensamentos irracionais, medo de perder o controlo, e outros sintomas.
A duração de um ataque é em média de 30 minutos, mas os sintomas e os efeitos secundários do ataque podem durar muito mais tempo. A desordem de pânico afecta cerca de 3% da população e inicia-se normalmente na adolescência ou nos primeiros anos da idade adulta, e afecta mais as mulheres do que os homens.
Contudo, estas estatísticas podem estar erradas, pois, devido à relutância dos homens em procurar ajuda profissional, não temos dados concretos. Se diagnosticada cedo, a desordem de pânico pode ser tratada com sucesso. Mas, se não for tratada inicialmente, pode agravar-se. Contudo, com os métodos de tratamento actuais, a taxa de sucesso na cura é alta.
Um ataque de pânico é o sentimento repentino de ansiedade e medo. O coração bate mais depressa e sente-se dificuldade em respirar. Poderá até pensar que está louco ou que vai morrer. Se não for tratado, os ataques de pânico podem conduzir a desordem de pânico e outros problemas.

Perceber os ataques de pânico

Em muitos dos casos, os ataques de pânico surgem do nada, sem aviso prévio e sem razão óbvia. Podem até ocorrer quando está a dormir. Um ataque de pânico pode ocorrer uma só vez, mas a maioria das pessoas experiencia repetições destes episódios. Por vezes, os ataques de pânico são causados por uma situação especifica, como atravessar uma ponte ou falar em publico, especialmente se esse tipo de situação já causou um ataque de pânico anteriormente.
Normalmente, a situação causadora do ataque de pânico é uma situação em que se sente preso, sem escape possível. Poderá experienciar um ou mais ataques de pânico sem sofrer de qualquer desordem, mas também pode experienciar ataques de pânico por sofrer de desordem de pânico, fobia social ou depressão. Seja qual for a causa, os ataques de pânico têm cura. Existem vários tratamentos e estratégias de auto-ajuda que o auxiliarão a lidar com os sintomas.

Sinais e sintomas de um ataque de pânico

Os ataques de pânico ocorrem frequentemente quando está longe de casa, mas podem ocorrer em qualquer lado, a qualquer momento. Os sintomas de um ataque de pânico desenvolvem-se rapidamente e atingem o seu auge em cerca de 10 minutos. A maioria dos ataques de pânico dura entre 20 e 30 minutos, e raramente chegam a durar mais do que uma hora. Um ataque de pânico inclui a combinação dos seguintes sinais e sintomas: dificuldade em respirar ou hiperventilação, sensação de engasgue, sensação de absorção da realidade, suores, náuseas, tonturas, dormência, afrontamentos, medo de morrer, de perder o controlo ou de ficar louco.

É um ataque de pânico ou um ataque cardíaco ?

Maior parte dos sintomas de um ataque de pânico são físicos, e por vezes são confundidos com os sintomas de um ataque cardíaco. De facto, várias pessoas que sofrem de ataques de pânico vão repetidas vezes ao médico para receber tratamento para aquilo que consideram ser um ataque cardíaco.

Sinais e sintomas de desordem de pânico

Várias pessoas experienciam ataques de pânico isolados, sem repetição ou complicações. Não há razão para se preocupar se teve apenas um ou dois ataques de pânico. Contudo, aqueles que experienciam repetidamente estes episódios têm tendência a desenvolver desordem de pânico. Esta doença do foro psicológico é caracterizada por repetidos ataques de pânico, combinados com grandes mudanças de comportamento ou ansiedade persistente. Poderá sofrer de desordem de pânico se experiencia frequentemente inesperados ataques de pânico, se preocupa muito com a possibilidade de ter outro ataque de pânico, tem um comportamento diferente devido aos ataques de pânico. Enquanto um único ataque de pânico dura apenas alguns minutos, os efeitos da experiencia duram muito mais. A recordação do terror e medo intensos tem um impacto negativo na sua auto-confiança e pode causar serias disrupções no seu dia-a-dia.

Desordem de pânico e agorafobia

A agorafobia foi tradicionalmente descrita como medo de espaços públicos e abertos. Contudo, hoje em dia, acredita-se que a agorafobia se desenvolve como uma consequência dos ataques de pânico. Se tiver agorafobia, sentirá medo de ter outro ataque de pânico numa determinada situação da qual seja difícil sair. Devido a este medo, começará a evitar cada vez mais situações de interacção social. Poderá começar por evitar multidões, como em centros comerciais e estádios. Também poderá evitar carros, aviões, metropolitano, e outras formas de viajar. Em casos mais graves, poderá sentir-se seguro apenas em casa. As situações ou actividades que poderá querer evitar se tiver agorafobia são: estar longe de casa, ir a qualquer lado sem a companhia de uma pessoa «segura», ir a sítios de onde não é fácil sair, conduzir, ir a sítios onde seria embaraçoso ter um ataque de pânico. Apesar de a agorafobia poder aparecer a qualquer momento, normalmente manifesta-se um ano após os primeiros ataques de pânico persistentes.

Causas dos ataques de pânico e da desordem de pânico

Apesar de ainda não se conhecer ao certo as causas dos ataques de pânico e da desordem de pânico, existe uma tendência para estes casos ocorrerem em famílias. Parece também haver uma ligação entre grandes mudanças na vida, como licenciar-se e entrar para o mercado de trabalho, casar-se, ou ter um filho. Stresses traumáticos, como a morte de um ente querido, divórcio ou perder o emprego também podem despoletar os ataques de pânico. Estes ataques podem ainda também ser causados por condições médicas e causas físicas. Se sofre de sintomas de pânico, é importante que consulte um médico para excluir as seguintes possibilidades: prolapso da válvula mitral, problemas cardíacos, hipertiroidismos, hipoglicemia, uso de estimulantes (anfetaminas, cocaína, cafeína), alergia a certa medicação.
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